Um dos pilares do descanso cristão é a compreensão da bondade e da sabedoria de Deus. Como afirma o salmista: “Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam” (Sl 9:10). Essa confiança encontra o seu alicerce em um conceito fundamental da fé: a Providência.
Em Mateus 10:29-31, Jesus apresenta essa mesma verdade: “Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!”
Frequentemente, a providência (cuidado) é mal compreendida como algo que atua apenas em momentos extraordinários de resgate. No entanto, ela é a atividade incessante de Deus que sustenta as criaturas e guia todos os eventos de acordo com a Sua própria glória.
Essa doutrina manifesta-se de duas formas. Primeiro, no sustento: Deus mantém a existência de tudo o que há, das leis da física à comida no prato. Ele não criou o mundo para depois se ausentar. Se Ele cuida de pardais, o zelo pelo ser humano é imensurável. Segundo, no governo: como afirmou Agostinho, nada acontece sem que o Onipotente permita ou faça acontecer. Em Daniel 4:35, lemos que ninguém é capaz de resistir à Sua mão ou questionar o Seu agir.
Isso significa que ainda que não compreendamos um sofrimento não significa que Deus perdeu o controle ou que fomos entregues ao acaso. Além disso, há de se evitar a necessidade apressada de querer explicar todos os mistérios de Deus. Ele afirma a soberania, mas nem sempre detalha os planos.
Embora todos enfrentem ansiedades e tragédias, a distinção do cristão reside na confiança de que o sofrimento está sob o controle de um Deus todo-poderoso e totalmente amoroso. Nada é em vão. Que o nosso coração descanse na certeza de que o Senhor governa, sustenta e convida os filhos a também ser parte ativa do cuidado no mundo.










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