“O ano de 2026 é um ano de eleições, mas também de Copa do Mundo. O que para muitos significa juntar família, amigos ou até mesmo os colegas de trabalho para acompanhar e torcer pelo Brasil. Se no final do ano sabemos que enfrentaremos um tempo de divisão política, nas próximas semanas viveremos momentos de união pelo futebol. E o que isso tem a ver com a igreja?
Por todos (ou quase) estarem torcendo juntos pela mesma causa, dividimos os mesmos sentimentos: explosão de alegria com um gol, tristeza por sofrer um gol ou ainda um sentimento de luto com uma eliminação. Ou seja, estamos nos alegrando com os que se alegram e chorando com os que estão chorando (Rm 12.15). E é fácil fazer isso porque é muito claro para todos qual a nossa missão ali, de apoiar nossa seleção. Como igreja, devemos ter claro a nossa missão: proclamar o reino de Deus e fazer discípulos por todas as nações (Mt 28.19). Quando temos claro o nosso propósito na Terra, somos conduzidos a nos alegrar pelos motivos certos, ainda que lutemos contra nossos pecados.
Quando entendemos que igreja é a congregação dos santos, a união dos filhos de Deus, passamos a nos alegrar com a conquista dos nossos irmãos, e sofrer com as perdas deles (1 Co 12.26). Alegrar-se com o pecado de alguém ou com a desgraça do próximo revela um coração desalinhado com os propósitos de Deus.
A torcida se une durante algumas semanas; a igreja está unida eternamente em Cristo. Que esta Copa nos sirva de exemplo para a vida da igreja: que possamos comemorar juntos as conquistas, sejam individuais ou coletivas, e permanecer lado a lado nos momentos difíceis quando eles acontecerem. Afinal, fomos chamados para caminhar juntos na mesma missão, anunciando o evangelho, fazendo discípulos e glorificando a Deus até o dia em que estaremos reunidos diante do nosso rei.










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