Um pensamento que geralmente vem à mente quando alguém é salvo por Jesus Cristo é: “Se Jesus me salvou, e a minha salvação é garantida por ele, eu posso pecar à vontade e aproveitar a vida, que ainda assim vou para o céu?” Responderei a essa questão em três partes:
JESUS CRISTO NÃO MORREU NA CRUZ PARA SOMENTE TE LIVRAR DO INFERNO.
Alguns pensam que a salvação é como um passaporte em que a pessoa poderá apresentar diante de Deus no final de sua vida. Como se pudessem dizer algo como: “Está aqui a prova de que devo entrar no paraíso”.
Se a intenção de Deus fosse unicamente levar as pessoas para o céu, então elas deveriam ser levadas no exato momento de sua conversão. Afinal, por que esperar tanto tempo aqui na Terra? Vamos logo para o que realmente importa.
O plano de Deus vai muito além disso. Mesmo após a nossa conversão, ainda temos muito para aprender sobre ele, crescer em intimidade e em amor a Deus, viver debaixo da sua vontade, anunciar a salvação para aqueles que ainda estão perdidos. Não limite a obra de Jesus unicamente para a nossa entrada no paraíso. Isso é algo que também acontece, mas não somente. Lembre-se que você entregou a sua vida a Deus, e não somente a sua morte.
AS SUAS OBRAS SÃO UMA EVIDÊNCIA DE QUE VOCÊ FOI VERDADEIRAMENTE SALVO.
Observe o que Paulo escreveu:
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2.8-1).
Quando uma pessoa entrega sua vida ao Senhor, uma grande mudança é esperada em sua conduta. Aquele que vivia conforme as suas próprias inclinações, passa a viver para Deus e sua vontade. Assim, dá-se início a uma jornada de santificação, em que, dia após dia, a pessoa vai se torna mais parecida com Jesus. Seus velhos hábitos e pecados vão sendo aos poucos substituídos pelo caráter de Cristo. Não fomos salvos por nossas boas obras, mas fomos salvos para praticá-las.
Tudo isso acontece não com o propósito de alcançar a salvação, mas porque a pessoa já foi salva. Isso é o evangelho, a boa-nova de Cristo Jesus.
APROVEITAR A VIDA À PARTE DE DEUS É ILUSÃO E FUTILIDADE
A ideia de que quando alguém se converte, ela deixa de aproveitar a vida está bem longe da verdade. Quando ainda no jardim do Éden, a serpente se apresenta e pergunta “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gênesis 3.1), ela tem a intenção de mostrar a Eva que os mandamentos de Deus eram por demais severos e restritivos. A serpente quis apresentar Deus como alguém que estraga toda a possibilidade de prazer e a alegria na vida de alguém.
Muitos, ainda hoje, pensam dessa maneira. O cristão convertido é visto como alguém que abdica de todos os prazeres e alegrias. Mas isso não é verdade. Uma vida efetivamente feliz e com pleno desfrute e aproveitamento acontece à medida que a pessoa desfruta das bênçãos de Deus, debaixo das suas condições. Deus criou o mundo repleto de deleites serem desfrutados. O que Deus pede é que desfrutemos de tudo isso, debaixo das suas instruções e mandamentos. Fazendo isso, e somente assim, você aproveitará a vida de verdade.
Observe também a vida daqueles que, supostamente, estão “curtindo a vida adoidado”, e você perceberá que, no fundo, o que há é inquietação, desapontamento e insatisfação. Os falsos deuses, aos quais eles se devotam, não são capazes de oferecer aquilo que eles tanto almejam: uma vida feliz. Em vez disso, encontram inúmeras distrações para lidarem com o turbilhão existente em suas almas.










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