São muitas as informações que circulam na mídia com o propósito de nos esclarecer — e também de influenciar nossas escolhas — em relação aos candidatos que disputarão as eleições no próximo domingo. Talvez nunca, em eleições anteriores, tenhamos recebido tantas informações, mensagens e apelos. Por conta disso, é possível que você esteja fazendo como muitos: descartando a maioria das mensagens com algum tipo de propaganda eleitoral e se sentindo incomodado com o nível da campanha. Se, por um lado, algumas situações são motivo de piada, por outro, são motivo de tristeza, pois transformam em motivo de brincadeira algo que deveria ser tratado com seriedade, especialmente pelos cristãos.
Entretanto, não podemos deixar de lado a oportunidade e a responsabilidade que temos, como filhos de Deus, de nos dedicarmos à oração constante e intercessória pelas autoridades e pelo futuro do nosso País. Este segundo turno é também uma oportunidade que Deus nos concede para exercermos nosso direito de voto de maneira consciente e, sobretudo, para intensificarmos nossas orações.
Consideremos a exortação bíblica do apóstolo Paulo, em 1 Timóteo 2.1:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens.”
Paulo nos exorta a orar por todos os homens e destaca, de maneira específica, aqueles que não podem ser negligenciados em nossas orações. No versículo 2, ele acrescenta:
“… em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.”
Governantes são, muitas vezes, tirânicos, corruptos ou indiferentes a Deus. Por isso, podem se tornar alvos de nossa indignação, amargura e animosidade e trazer o risco de permitir que esses sentimentos nos afastem da oração por eles. Entretanto, justamente por ocuparem posições de autoridade e terem sob sua responsabilidade o governo da sociedade, não devemos negligenciar nosso dever de interceder em seu favor. É o que o Senhor deseja!
A Igreja não deve se deixar absorver por manobras políticas nem pela busca de influência e poder. Sua missão primordial é anunciar o Evangelho de Cristo, pois a verdadeira transformação da sociedade começa pela transformação do coração humano. Isso exige de nós fidelidade na oração, compromisso com a proclamação do Evangelho e consciência de quem somos e da missão que recebemos de Deus.
Que, neste momento decisivo para o nosso país, saibamos exercer nossa cidadania com responsabilidade, votar conscientemente e, acima de tudo, permanecer fiéis à nossa vocação de intercessores e testemunhas de Cristo.
Lembremo-nos sempre destas palavras do apóstolo Pedro:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)










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