Nos dias atuais com muita frequência nos acostumamos a suavizar algumas coisas sérias. Por exemplo, certas atitudes antes tidas como uma expressão de rebelião, são agora chamadas de autenticidade, uma pessoa que adultera, violando a santidade do casamento, está na verdade tendo um caso ou um “affair”. Nos noticiários ninguém é um ladrão roubando dinheiro, há apenas o desvio de recursos.
Por outro lado, a Bíblia não nos permite essa anestesia. Diante de Deus, o pecado continua sendo a transgressão da Lei, a corrupção do coração e a ruptura com o próprio Criador. E é exatamente nessa suavização que o pecado apresenta a sua malignidade, ele nem sempre parece maligno no começo. Como fermento, começa pequeno e toma a massa inteira. Como um câncer silencioso, cresce antes mostrar seus danos maiores.
Em Gênesis 3, o pecado não é oferecido como destruição, mas sim como uma possibilidade de melhoria pessoal: “serão como Deus”. A serpente promete plenitude, mas para isso primeira precisa nos convencer de que há falta onde Deus já nos cercou de abundância.
Nesse cenário toda pessoa carrega feridas do pecado alheio e toda pessoa também os causa. Somos sofredores, e provocamos o sofrimento, cada um tentando de alguma maneira ser como Deus e discernir o bem e o mal ao seu próprio benefício.
Que esperança temos? Certamente não é chamar o mal de bem ou negar o que Deus disse para nos aliviar o coração. Nossa única esperança é o evangelho, o poder de Deus que nos salva e nos habilita a andar em obediência, nossa vida não precisa ser vivida pelo prisma do engano do pecado, mas sim regida pela graça de Deus. Como Paulo diz em Romanos 6.14:
“O pecado não é mais seu senhor, pois vocês já não vivem sob a lei, mas sob a graça de Deus”
Que o Senhor Deus nos abençoe, para que em todas as coisas sejamos capazes de honrá-lo com nossas vidas.










0 comentários